Ir al contenido principal

Mindflow - Mind Over Body (2006)

Seguimos con el progresivo brasilero y vamos con un disco bastante singular, de una excelente y talentosa banda (donde sobresalen un guitarrista, un tecladista y un cantante que la rompen) que canta en inglés y se encasillan en un metal progresivo muy interesante (a no confundir con la banda de rock progresivo italiano Mindflower), con una elaborada diversidad musical que se desplaza a través de muchos géneros diferentes. El enfoque multifacético que te ofrecen es impresionante, coronado con una excelente producción, sus largos temas tienen algo del primer Dream Theater y otro poco de Pain of Salvation, aunque principalmente suenan como a ellos mismos, eso sí, con muchísimas variaciones y es así que hacen un larga duración de 80 minutos que no aburre en ningún momento. Denso, pesado, intrincado, complejo, melódico a veces y muy, muy creativo, este es el tipo de álbum que tienes que escuchar más de dos veces para entender realmente su música. Un disco (el segundo en su discografía) y una banda muy recomendados, ideales para conocer y disfrutar en el fin de semana.

Artista: Mindflow
Álbum: Mind over Body
Año: 2006
Género: Metal progresivo
Duración: 79:57
Nacionalidad: Brasil


Debo decir que, luego de escuchar "Destructive Device" (un disco posterior de la misma banda) empecé a escuchar el álbum sin mucha (nada) expectativa, al mismo momento en que buscaba comentarios publicados en la red, y en ambos casos (tanto lo que leía y lo que escuchaba) me decía que este era un muy buen álbum totalmente diferente a "Destructive Device", menos agresivo, no tan fuerte, menos heavy, mucho más sutil y más progresivo, aunque siempre cantado en inglés y sin ningún vestigio que esto es brasilero (ya dije que eso me suena a renegar de sus orígenes y no me agrada mucho), pero musicalmente esto está mucho mejor que lo que había escuchado hasta ahora, mucho mucho mejor!. Sin dejar de ser aguerrido, tenía mucho más la veta de Pain of Salvation (debo decir que este disco mucho tiene de esta banda)...
Pero mejor empecemos por el principio. Esto ice Wikipedia del disco:
Mindflow es una banda brasilera de metal progresivo. Fue fundada en 2003 en São Paulo... La semilla de esta banda fue plantado hace 10 años, cuando dos colegiales brasileros Rafael Pensado y Rodrigo Hidalgo se encontraron en Australia, se hicieron amigos y tuvieron la idea de crear una banda. Ellos tocaban en bandas de covers pero decidieron crear su propia música. Mientras tanto en Brasil, Ricardo Winandy aprendía a tocar diferentes instrumentos hasta que se decidió por el bajo. Al mismo tiempo, el joven Danilo Herbert estaba cantando con una serie de bandas locales mientras aprendía todo lo que pudo acerca de la técnica vocal y teoría musical. Rafael y Rodrigo vuelven a Brasil un año más tarde y se encuentran con Ricardo, este se les une. Hicieron audiciones para encontrar un vocalista, allí encontraron a Danilo. Luego de esto, decidieron llamarse Mindflow. Lanzaron su primer álbum titulado Just the Two of Us... Me and Them al año siguiente. Este álbum resultó ser un éxito en ventas para la compañía discográfica. En 2006 lanzaron su segundo álbum, Mind Over Body.
Wikipedia


Este álbum consta de casi 80 minutos de metal fresco, infinidad de cambios de ritmos e intención que transmiten y plasman recuerdos y sentimientos en su música, el nivel alcanza en este trabajo es muy bueno, increíble está la voz y sentimiento impuesto por el cantante, que demuestra que tiene con qué impresionar, y la verdad que el sonido que le agrega el teclado cambia completamente el resultado (les aclaro: luego de este álbum el grupo se mudó a EEUU y no lo dejaron entrar al tecladista, por lo que se quedó afuera de la movida).
En definitiva, termino de escuchar el disco y esto suena como otro grupo, no es el mismo Mindflow que luego grabaría "Destructive Device", esto es metal pero tiene muchísimo de progresivo, meten unos arreglos muy bien armados y realmente complejos. La verdad es que me cambió la onda del grupo complemtante, y este disco sí que me resulta muy agradable.
 

Vamos con alguno comentarios, hay varios comentarios publicados en distintos lugares y todos hablan muy bien del disco, lean un poquito (aunque no encontré críticas en castellano):
Como é de boa parte do conceito nacional, estamos acostumados a enxergar muito bem o que vem de fora, sempre menosprezando o que temos aqui dentro do nosso próprio país. Parece uma utopia que nunca terá fim, isto se aplica a quase tudo mas em boa parte a arte, seja ela visual ou musical, com isso deixamos trabalhos verdadeiramente interessantes e cheios de energia e criatividade dedicada do nosso povo passar despercebido. No Heavy Metal não é muito difícil ver uma pessoa se declarando fã de inúmeras bandas internacionais, e tecendo criticas e comparações com o nosso mercado, com isso que perde? O público ou as bandas nacionais? A reposta é uma só: os dois. Com isso deixamos de ter um cenário musical sólido com bandas estáveis, assim como ficamos na mão de bandas internacionais que pintam e bordam quando se trata do seu material, CDs, camisetas, todo o resto do seu merchandise e também em relação aos shows com preços exorbitantes. A outra coisa que nos faz refletir, se a coisa continuar do jeito que está como será o nosso cenário da música pesada depois que as grandes bandas acabarem? Eis então que podemos perceber o surgimento de uma nova safra de bandas e entre elas está o MindFlow! Banda paulista, que durante anos batalhou até lançar o seu primeiro disco em 2004 o Just the Two of Us... Me and Them. Desse ponto em diante surgiria uma das bandas mais criativa, complexa e inovadora do cenário nacional. Seu primeiro álbum lançado de modo independente trazia a formação de Danilo Herbert (vocal), Rodrigo Hidalgo (guitarra e vocal), Ricardo Winandy (baixo), Miguel Spada (teclados) e Rafael Pensado (bateria, percussão e vocal). Um grupo de grandes músicos que no primeiro álbum lançado de forma independente, mostraram para que vieram de modo único, logicamente que no primeiro álbum se percebia as influências de inúmeras bandas principalmente o Dream Theater por causa do lado progressivo. Mas ao mesmo tempo já demonstravam estar em busca de uma sonoridade única, não querendo ser conhecidos como o Dream Theater brasileiro, todos os músicos conseguiram mostrar um pouco do seu lado próprio e em partes já se nota isso.
Após este breve resumo, vamos falar exatamente do segundo álbum da banda o Mind Over Body. Com um nome bem subjetivo “mente sobre o corpo” o MindFlow não apenas encontrou o seu lado próprio musical como rompeu a barreira do simples cd físico, este que vem em um slipcase, dentro de um digipack, contendo dois encartes, sendo um o encarte com as letras e o outro uma história em quadrinhos (em inglês) da música Follow Your Instinct. Isso não torna apenas o álbum mais rico em si, dando também um ar muito mais complexo para o trabalho, fora tudo isso que foi citado ainda tem o ideograma que esta na capa é o ch’i em chinês e o ki em japonês. Ch'i (pronunciar "chee" e doravante escrito "chi") é uma palavra chinesa usada para descrever "a energia natural do Universo." Esta energia, apesar de chamada "natural," é na verdade espiritual oi sobrenatural, e é parte de um sistema metafísico, não empírico. Não obstante, os crentes no Chi fazem afirmações que podem ser empiricamente testadas. Proponentes afirmam provar a existência e poder do Chi curando pessoas e fazendo truques mágicos, como partir um pau com a ponta de uma folha de papel, ou como partir um tijolo com o pé ou a mão nua. Boa parte dos enigmas por trás do álbum desvendados, partindo agora para as canções em si, como dito anteriormente o MindFlow segue uma linha musical direcionada para o Metal Progressivo, se no primeiro álbum havia andamentos, rápidos, lentos, pesados, leves e uma enorme gama instrumental, em Mind Over Body isso é aumentado ainda mais. Por isso que talvez esse seja um dos álbuns menos indicados para se conhecer a banda, pois por mais que ele circule em cima de um único tema espiritual/físico as músicas seguem linhas diferentes, com muita variação musical tantos no instrumental, quanto no vocal. A música de abertura Crossing Enemy's Line já demonstra a cara de como vai ser o álbum, começando com um instrumental enigmático e inúmeros efeitos de teclado, depois caindo em algo mais orgânico mas extremamente variado, com muito groove e quebras de tempos insanos, abrindo caminho para um vocal mais sujo e rasgado de Danilo Herbert, que logo depois cai em no seu timbre mais bem usado entre o agudo e grave, consiste em seus doze minutos de música, quando todo o instrumental para efeitos de teclados tomam toda a música até a volta climática, sendo que nesta canção também pode-se ouvir claramente a influência do Metal Progressivo dos anos oitenta. Logo após o fim bombástico da primeira canção, entra a Upload-Spirit com uma guitarra bem grave e linhas rítmicas de bateria acompanhando, dando alas a um instrumental bem contagiante em todos os sentidos junto de um coral que parece de monges, nela já se pode sentir o lado progressivo mais direto e com o vocal mais limpo, numa linha diferente da primeira canção mas dando continuação, em algumas partes as guitarras de Rodrigo Hidalgo lembram demais as afinações insanas de Tom Morrelo (ex-guitarrista do Audioslave) sendo que essa música tem uma carga bem mais dramática. Thousand Miles From You é a primeira balada do álbum, que corta um pouco dos climas intricados, enigmáticos e sombrios das canções anteriores, a grande diferença é que se saca uma grande diferença nessa balada, tem um lado mais para o Pop com um toque de Blues, os grandes destaques ficam para os vocais, o piano de Miguel Spada e o latente e harmonioso baixo de Ricardo Winandy. Logo após outra balada Just Water, You Navigate está canção é um pouco diferente, pois percebe-se de cara que ela é uma típica balada de Metal Progressivo, o baixo Ricardo e a bateria de Rafael Pensado carregam a música, tanto no ritmo quanto ao que diz a linha instrumental que esta mais variada, com algumas viradas aqui e ali de bateria e escalas de baixo, sendo que logo após os quatro minutos a canção ganha um ar mais pesado e desesperado por assim dizer. Chair Designer trás de volta o ar pesado e psicodélico do álbum, entrando com um ritmo constante do instrumental, logo após caindo em uma linha mais variada, até a entrada dos vocais e ficar tudo muito intricado, nela os riffs de guitarra são bem audaciosos e pesados, onde os teclados estão bem altos e mostrando desde um lado mais técnico até o lado mais tenso da música com certeza uma das melhores linhas de Miguel enquanto esteve na banda, pois nos dez minutos de música ele demonstra uma variação de timbres e rítmica muito interessante. A Gift To You da continuação ao lado mais depressivo e apreensivo, com uma linha bem fria e triste de piano a voz de Danilo parece simplesmente deslizar pelas notas, ainda em uma parte dando espaço para um pequeno solo de violino que casou perfeitamente com a idéia e harmonia central da música, que termina um singelo coral. Hellbitate surge de modo nada modesto, com alguns efeitos acompanhados de uma guitarra pesadíssima, os vocais cheios ruídos, indo para um lado mais progressivo e agressivo, nela a bateria se sobre sai de modo formidável não só pelas quebras de tempo, mas por viradas muito bem criadas que caem como uma luva em todos os doze minutos da canção, não seguindo uma única linha, sendo está uma das músicas mais complexas do álbum pois ainda cai em um clima, mais lento aonde as linhas de piano imperam de modo magistral, dando mais uma vez espaço para lindíssimo solo de violino, que logo após dá espaço para que a canção cresça e fica pesadíssima novamente, terminando está apenas com as vozes cantando e alguns efeitos. Follow Your Instinct é a canção mais longa com quase dezesseis minutos de duração, complexa e de difícil absorção, pois além de conter um conceito aonde é contada uma história, têm o seu lado musical que é extremamente variado, quebrado, pesado, acústico e cheio de groove principalmente as linhas de guitarra e voz. Para fechar o cd com chave de ouro a sombria Hide and Seek, canção que começa com linhas de piano e violino que chega a lembrar antigos filmes de terror, logo após se tornando ainda mais obscura com a entrada dos outros instrumentos, os vocais de Danilo começam bem sussurrados conciliando com a estrutura da música, um clima arrepiante floresce nesta música conforme vai rolando a audição sendo essa música meio que um Dream Theater com um toque de King Diamond. Como é de costume no estilo, algumas bandas pedem para que seus trabalhos mais complexos ou variados sejam ouvidos três vezes no mínimo para que se emita uma opinião, no caso de Mind Over Body ouça no mínimo cinco vezes, pois este não é apenas um cd complexo musicalmente, mas também fisicamente e tudo se encaixa numa gama musical extremamente focada e que a cada audição percebe-se elementos novos em cada canção parecendo ser um mar infinito de criatividade. Este álbum é nota 10 por ser um segundo trabalho de uma banda nova, que fugiu do comum tanto no cd físico quanto no lado musical
Tiago Data Venia

Para terminar, ya comenté que cuando desaparecen los clichés del género, cuando hay sutilezas y buenas canciones, tratadas con cuidado a pesar de la potencia impuesta, cuando se arman bien los arreglos e impera el buen gusto por sobre la agresividad, cuando sucede todo eso seguro que me gusta. Estos chicos brazucas demostraron que pueden hacer álbums muy buenos como éste, lástima que imprimirían a su carrera otra dirección.
Pero les repito, les recomiendo este álbum, sobretodo si gustan de grupos como Pain of Salvation.
Recuerden, este álbum requiere varias escuchas ya que hay tanto que digerir que es imposible asimilarlo todo con una sola escucha.

Lo podés escuchar desde su espacio en Bandcamp:
mindflow.bandcamp.com/album/365
 

Lista de Temas:
1. Crossing Enemy's Line
2. Upload Spirit
3. A Thousand Miles From You
4. Just Water,You Navigate
5. Chair Designer
6. A Gift to You
7. Hellbitat
8. Follow Your Instinct
9. Hide and Seek


Alineación:
- Benilo Herbert / lead vocals
- Rodrigo Hidalgo / guitars, backing vocals
- Rafael Pensado / drums, backing vocals
- Ricardo Winandy / bass
- Miguel Spada / keyboards, backing vocals
Guest musician:
Andreia Salinas / violin





Comentarios

Lo más visto de la semana pasada

Animals as Leaders - Parrhesia (2022)

Seguimos con la publicación de los mejores discos del 2022 y ahora le toca el turno a estas bestias. Si te gustan los discos virtuosos, pirotécnicos, pero que además tengan mucha cuota melódica, y además mucha potencia, bueno, este es tu disco. Una excelente banda de  Djen haciendo progresivo instrumental, y desde mi punto de vista solo les hace falta una sola cosa para que este disco sea perfecto: un buen bajista haciendo de las suyas (creo que su música lo pide a gritos). Inmerso en el espíritu de fusión de grandes guitarristas como Allan Holdsworth, Jeff Beck, Pat Metheny y muchos otros, acompañado por los giros y vueltas de metal progresivo de bandas como Exivious, Cynic, etc. pero no hay duda del sonido único que estos muchachos han alcanzado, con su elegante exhibición de destreza y musicalidad matemática. Si aún no lo han escuchado, los invito a conocer una guasada, una animalada instrumental que no da respiro y otro gran disco recomendado del 2022. Artista: Animals a...

Los 100 Mejores Álbumes del Rock Argentino según Rolling Stone

Quizás hay que aclararlo de entrada: la siguiente lista no está armada por nosotros, y la idea de presentarla aquí no es porque se propone como una demostración objetiva de cuales obras tenemos o no que tener en cuenta, ya que en ella faltan (y desde mi perspectiva, también sobran) muchas obras indispensables del rock argento, aunque quizás no tan masificadas. Pero sí tenemos algunos discos indispensables del rock argentino que nadie interesado en la materia debería dejar de tener en cuenta. Y ojo que en el blog cabezón no tratamos de crear un ranking de los "mejores" ni los más "exitosos" ya que nos importa un carajo el éxito y lo "mejor" es solamente subjetivo, pero sobretodo nos espanta el concepto de tratar de imponer una opinión, un solo punto de vista y un sola manera de ver las cosas. Todo comenzó allá por mediados de los años 60, cuando Litto Nebbia y Tanguito escribieron la primera canción, Moris grabó el primer disco, Almendra fue el primer ...

Emerson Lake and Palmer - Welcome Back My Friends to the Show That Never Ends (1974)

Empezamos el lunes a lo grande, porque el Mago Alberto nos trae nuevamente ELP, esta vez con su registro en vivo titulado "Welcome Back My Friends to the Show That Never Ends". Los shows en vivo de la era de los 70 eran tan grandes como sus álbumes. Quizás más. Este disco se grabó durante una gira que incluyó un sistema de sonido innovador para aquel entonces, un espectáculo de luces sincronizado, 40 toneladas de equipo que se transportaban en 5 camiones, una batería giratoria hecha a medida para Palmer, 10 teclados más Moogs para Emerson, con una plataforma especialmente hecha que hacía girar su piano de cola sobre el escenario (con la anécdota de que el piano giratorio se detuvo en seco y golpeó a Emerson en mitad del recital). Otro registro infaltable dentro del blog cabezón. Artista: Emerson Lake and Palmer Álbum: Welcome Back My Friends to the Show That Never Ends Año: 1974 Género: Rock Sinfónico Nacionalidad: Inglaterra Todos sabemos que dentro de la ...

Luis Salinas - Solo Guitarra (2000)

Artista: Luis Salinas Álbum: Solo Guitarra Año: 2000 Género: Latin Jazz / Folclore / Tango Duración: 72:47 Nacionalidad: Argentina Lista de Temas: 01. Uno 02. Alfonsina y el Mar 03. Homenaje Badem: O Astronauta/Zamba de Aviao/Chara 04. Balada Para Guitarra 05. You Are the Sunshine of My Life 06. Velas 07. Domingo a la Mañana 08. Nuages 09. Salgán 10. Tangos: La Casita de Mis Viejos/El Último Café 11. La Pobrecita 12. Caricia 13. Papagayo 14. No Es Tarde 15. Salsa Pa’ Coco 16. Nostalgias de Bossa 17. Parkeriano 18. Te Extraño 19. Latin Bebop 20. Canción Para Mi Juan 21. Chacarera Para Adolfo 22. El Día Que Me Quieras Alineación: - Luis Salinas - Guitarra y Voz

Los Jaivas - Canción del Sur (1977)

Y si hablamos de folk progresivo latinoamericano cómo no hablar de Los Jaivas, ahora con un disco que me venían pidiendo desde hacía tiempo en la lista de correo y el Mago Alberto pasa a cumplir: "Canción del sur" de 1977, con toda la magia de los chilenos. Y ya que hablamos tanto de la situación crítica de Chile y la valentía del pueblo chileno, entonces que mejor que halagarnos con su mejor música, la de Los Jaivas, la de Congreso, la de toda esa ola artística que siempre empujó para que las puertas de la libertad se abran para todos. Por todo ello y por mucho más es que "Canción del Sur" es ideal para presentar nuevamente en el blog hoy en día. Artista: Los Jaivas Álbum: Canción del sur Año: 1977 Género: Prog Folk Nacionalidad: Chile Otro muy buen disco de Los Jaivas , el tercer álbum que hicieron en su "visita obligada y por tiempo indeterminado" a la Argentina, y la verdad es que no sé que agregar a lo que sabemos de las obras reali...

Tijuana, la Madre que Acurrucó al Rock

Seguimos con nuestra presentación de lo que es el rock en México. Tijuana se ha bautizado como "La cuna del rock", y al escuchar ésta metáfora, me hace pensar en cómo fue que llegó esta pequeña esquina del mundo a acurrucar este género extranjero, antes llamado rock’n roll derivado del blues, rhythm and blues y demás variantes del folclore musical afroamericana de Estados Unidos, y darle un toque latino. Tijuana, por su cercanía con Estados Unidos o como lo llaman aquí “el otro lado”,  ha tenido una combinación cultural mexicoamericana bastante fuerte. Esto se vio a notar en los años 20’s cuándo ocurrió la Ley Volstead, o Ley Seca en el extranjero, obligando a los estadounidenses venir a las cantinas de la ciudad a embriagarse. Al ser apenas un pequeño pueblo, la ciudad se mantenía económicamente del turismo extranjero, incluso la moneda local de aquellos años era el dólar. Suena irónico decir que el consumo de la región era más sobre productos del other side que ...

Don Cornelio y la Zona - Don Cornelio y la Zona (1987)

"Hola, les saludo desde Ecuador, he seguido la página desde hace unos años y han sido un gran soporte emocional en mi vida gracias a la música que me han compartido. Quería preguntarles si pueden revivir este álbum que descubrí hace poco". ¿Y cómo negarnos ante ese comentario?. Como homenaje al recientemente desaparecido Palo Pandolfo (uno de los cantautores más destacados de la música argentina en las últimas tres décadas), reflotamos un discos que Artie había publicado hace ya mucho tiempo. Acá está, entonces, el disco homónimo de Don Cornelio, muy pedido por varios, como recuerdo de ese referente del rock argento que fue el poeta del rock "Palo" Pandolfo, con su combinación de lirismo y violencia reconocible en su rock, algunos dicen que fue heredero artístico de Pescado Rabioso , y desde hace 35 años que vino siendo bastante más que el flaquito que vino a poner oscuridad en el pop alfonsinista. Artista: Don Cornelio y la Zona Álbum: Don Cornelio y la Zona ...

O Terço - Criaturas Da Noite (1975)

Un disco iconográfico del rock brasilero de los 70s. Y disfruten el álbum que está bueno, uno de los álbumes más importantes de la música progresiva brasileña. "Criaturas da Noite" mostró las muchas caras de este talentoso grupo: canciones de rock puro, folk rock, música progresiva sinfónica e interesantes melodías instrumentales, incluso experimentales y vanguardistas, con músicos muy talentosos y hábiles (todos en la banda escribieron canciones y todos los miembros cantaron voces principales y coros). Sin rellenos y hecho con pasión, humildad y talento, el álbum fue, merecidamente, un gran éxito en ese momento. Incluso la producción fue magnífica para un país del tercer mundo de aquella época. Un clásico, una obra maestra, al menos en Brasil, que no es poco decir. Artista: O Terço Álbum: Criaturas Da Noite Año: 1975 Género: Rock sinfónico Duración: 37:12 Nacionalidad: Brasil Otro clásico (seguimos con los clásicos) de esta genial banda brasilera, en su (quizás...

Los Grillos - Vibraciones Latinoamericanas (1976)

Nuestro amigo Julio Moya sigue con su tarea de palentólogo del rock latinoamericano y ahora nos presenta la historia de Los Grillos, y resumiendo les diría que si Jethro Tull hubiera sido andino, probablemente hubiese grabado este disco, ya que encontrarás flautas similares a Ian Anderson, junto con instrumentos de viento autóctonos. Un disco con 8 temas con una duración total que no alcanza la media hora. De alguna manera puede trazarse un paralelismo con Los Jaivas de Chile, pero se debe tener en cuenta que la raíz folclórica es diferente y con un sonido propio de altiplano. Aquí, uno de los discos más importantes de la historia del rock en Bolivia, y una de las mayores joyas del rock boliviano, expresión del folk rock temprano donde Los Grillos fundadon el sonido del Neo Folclore Andino, incursionando en el Moog a modo de "sintetizador andino". Si disfrutaste de "Alturas de Macchu Picchu" de Los Jaivas, o los bolivianos Wara o los argentinos Contraluz, descubrirá...

Consumatum Est - Consumatum Est (1992)

Seguimos con el under y otra vez de en México y en la década de los 90s, para presentar la primer obra de Consumatum Est. Hablar de Consumatum Est es hablar de un proyecto único en la historia del rock en Mexico, una de las pocas bandas denominadas Avant rock o Art Rock, con un estilo sui generis, inclasificable, con tendencia al rock progresivo pero con una fusión de rock y pop muy bien elaborados, mucho King Crimson mezclado con Santa Sabina para una joya dentro del circuito mexicano. Y seguramente los mexicanos que gusten de la buena músico recuerdan esta agrupación, que desde aquí la damos a conocer al mundo... Artista: Consumatum Est Álbum: Consumatum Est Año: 1992 Género: Rock progresivo ecléctico Duración: 47:55 Nacionalidad: México Primer disco de una anda que se inicio en 1990 y que se fue colocando rápidamente en el gusto general del público, critica especializada y el reconocimiento de la mayoría de los músicos contemporáneos, algo difícil de creer en ese ...

Ideario del arte y política cabezona

Ideario del arte y política cabezona


"La desobediencia civil es el derecho imprescriptible de todo ciudadano. No puede renunciar a ella sin dejar de ser un hombre".

Gandhi, Tous les hommes sont frères, Gallimard, 1969, p. 235.