Ir al contenido principal

Walter Franco - Ou Não (1973)


Músico maldito y brasilero, loco, haciendo música fuera de los estándares de la civilizada sociedad, eso es lo que nos trae Sandy en su viaje de resubidas por Brasil. Desconocido por estas pampas, los invito a conocer algo que seguramente no escucharán por la radio.

Artista: Walter Franco
Álbum: Ou Não
Año: 1973
Género: Rock folk psicodélico / Experimental
Duración: 36:34
Nacionalidad: Brasil

Lista de Temas:
01. Mixturação
02. Água e Sal
03. No Fundo do Poço
04. Pátio dos Loucos
05. Flexa
06. Me Deixe Mudo
07. Xaxados e Perdidos
08. Doido de Fazer Dó
09. Vão de Boca
10. Cabeça

Alineación:
- Walter Franco / guitarra
- Américo / acordeón
- Diógenes Burani Digrado Filho / percusión
- Rodolpho Grani Júnior / contrabajo, violín, bajo




Cuendo escuché el álbum Walter Franco (creo que es famoso en Brasil) no puedo decir que me gustó, pero sí puedo asegurar que está totalmente fuera de los estándares estéticos de nuestra civilizada sociedad. Y comprendí el porqué del título "maldito" para este artista, pareciendo que el mismo está completamente loco, o al menos eso pensé de él mientras escuchaba el álbum. Recordamos que él es un prestigiosísimo músico basilero (casi sagrado) que fue una especie de raíz para que se nutriera todo el movimiento rockero y de vanguardia de su país, en este blo publicamos anteriormente el álbum que le dedicara la banda de rock sinfónico O Terco.
Y es que apenas abre el disco uno, como ayente, se empieza a preocupar. Su peculiar sonido acompañado por los gritos de Franco (parece completamente sacado y loco), nos lleva a ver las alucinaciones del artista durante su ejecución y grabación, recordándonos a Zappa y hasta los trabajos alucinados de Phantomas (ese donde estaba Mike Patton ¿lo ubican?, autodenominados "el forúnculo en el culo del rock", o algo así, parecido).
En definitiva, este es un viaje alucinado por un mundo avant-garde, pero también llego de destrezas, calidad y yo diría genialidad, tanta como para saltar totalmente los cánones e intentar algo nuevo, libre y completamente desestructurado.

Walter Franco (Músico, compositor y uno de “malditos” de la música popular brasileña ("malditos da MPB")) lanza en 1973 un álbum “experimental titulado Ou Não el cual es una obra Folk Prog con incorporación de elementos psicodélicos y ambientes ácidos, por lo tanto demuestra tener un tino de creatividad, pero OJO no logra demostrar todo su potencial ya que su performance es un poco inestable y limitada, sin embargo, esto no daña para nada el labor de Franco, por consiguiente, el álbum promete buenos momentos y breves dosis de locura experimental. En resumen Ou Não es un álbum Psico-Prog-Folk experimental de mediana calidad que manifiesta en su música una atmosfera oscura y “lunática” y que tiene como sello personal la IMPROVISACIÓN. Álbum recomendando si eres de oidos “open mind”...
El Hombre Polilla

Após quase 40 anos encabeçado na MPB, o disco iconoclasta “Ou não”, do abençoado Walter Franco, hoje é referência primordial do bicho-grilismo-zen setentista
Paulistano nascido no berço de uma família socialista no fatídico ano do fim da sanguinolenta “grande guerra”, Walter Franco despontou no meio artístico inicialmente ligado as construções elementares “verbivocovisuais” do grupo Noigandres, fundadores da Poesia Concreta. No fim da cabeluda contracultural década de 60, compôs trilhas teatrais e defendeu a canção “Sol de Vidro” no festival da TV Tupi, em 1971, obtendo a terceira colocação.
Ao lado de outro “bendito” da nossa MPB, Sérgio Sampaio, em 1972, Walter defendeu com unhas e dentes no FIC (Festival Internacional da Canção), organizado pela TV Globo, a canção concreta-zen “Cabeça”. Foi desclassificado pelos organizadores do festival por exigência da alta cúpula militar. Nara Leão, Rogério Duprat, Décio Pignatari e Júlio Medaglia, membros da banca de jurados, foram afastados do cargo por terem-o apontado como finalista e possível vencedor daquela edição.
No ano seguinte ao rebú ocorrido no FIC, em 1973, o disco “Ou não”, foi gravado pelo selo Continental, sob orientação do maestro pop-erudito e guru dos tropicalistas, Rogério Duprat. "Na realidade, era um cara fazendo coisa igual Frank Zappa no Brasil, só que não era nada, não era cópia do Zappa, era outra coisa, mais avançada que os Beatles", declarou o maestro, para o documentário "Muito Tudo" de Bel Bechara e Sandro Serpa, que narra a história do poeta.
Contudo, passados exatamente trinta e sete anos da gravação, o disco hoje é referência decodificadora incontestável para quem se inquieta pela vanguarda paulistana. No primeiro contato, quem analisa a capa e a ergue ante a multifacetada retina, imagina se tratar da expansão da célebre obra literária “A Metamorfose” de Franz Kafka. O repouso da mosca, no espaço em branco, espontaneamente remete ao quarto onde Gregor Samsa, numa manhã precedente a mais um dia de trabalho como caixeiro viajante, se transforma num repelente inseto.
“Mixturação”, composição inaugural da obra, funciona como o mito de Shiva, que destrói para reconstruir. O bem e o mal se amalgamam num círculo de lágrimas. "Em vermelho natural/com gosto de água e sal/no rosto e no lençol/misturando o bem e o mal". Os arranjos transformam-se em desdobramentos experimentais em partículas moleculares concretas. O violão desconcerta-se sobreposto às colagens vocais.
As cordas desafinam-se ao alcance de múltiplas afinações, nem sempre cognitiva à percepção humana. Ritmos latinos e nordestinos vestem-se fora dos trajes tradicionais, modificam-se nas entrelinhas trocadilhescas dos títulos das composições. O conceitualismo minimalista pausado-sincopado descabela-se.
Na faixa número seis, “Me deixe Mudo”, gravada também por Chico Buarque, o espaço permanece revolvido para a recriação. “Não me pergunte/ não me responda/não me procure/e não se esconda/não diga nada/saiba de tudo/fique calada/ me deixe mudo”. O silêncio não se amofina, esgarça “fendas cageanas” de ocupações entre as faixas.
“Cabeça”, célebre composição que encerra o disco, Walter se amotina nas apostas sintáticas e eleva a linguagem poética à condição preenchível do vácuo. “Que é que tem nessa cabeça irmão/que é que tem nessa cabeça, ou não/que é que tem nessa cabeça saiba irmão/que é que tem nessa cabeça saiba ou não/que é que tem nessa cabeça saiba que ela não pode irmão/que é que tem nessa cabeça saiba que ela pode ou não/que é que tem nessa cabeça saiba que ela pode explodir irmão". Se lidas, as letras são poemas, condensadas e configuradas num mix; máxima egressão da caixa craniana intricada.
Diogo Mizael

Walter Franco started his career as composer of soundtracks of plays written by Ésquilo and Edward Albee, among others.
In 1970's, Franco participated of many Brazilian festivals of music. In the following decades, the festivals lose their importance in Brazil, but Franco continued to appear in some of them.
He's known as one of the "malditos da MPB" (damned composers of Brazilian popular music), "nickname" of experimental and social-political critic composers of 1970's.
Franco still records and performs in Brazil, generally in alternative shows.
Whenever I approach something that is this experimental, I am always hit with the idea that even if it was truly brilliant I still wouldn't enjoy it as much as something more structured. Just depends on what way you roll, I suppose. Though I would say that I love Captain Beefheart, for example, for Safe as Milk and Clear Spot and a couple of individual tracks here and there; on the other hand, I would also say that I really don't love Beefheart for being musically pretty inane. In defense of Trout Mask Replica, everyone always points to the fact that the Magic Band practiced forever to get those tracks sounding as formless as they do on that album. But everyone has the right to their own music, even personal, experimental ventures. In regards to the Franco album in question here, I know that I am on the same kind of turf. The only difference is obvious, I don't understand the language. Still it fills me with the same sense of boredom that listening to avant garde rock music almost always does. While I recognize little annoying bits of melody on this album (Me Deixe Mudo), there is really not much too recommend to the casual fan of MPB. I believe one reviewer below compares this to Veloso's Araçá Azul. I concede that that album has a similar aesthetic, but does not compare in terms of musicality, scope or execution. Anyway, I say people like me who are using this site to get a grasp on the post-Tropicalia Brazilian scene are fairly safe in skipping this, unless the idea of crazier, less tuneful Tom Ze appeals to you.
Very strange. Definitely worth trying out; I can see a lot of people really thinking this is one of the coolest things from that time/scene.
Pretty intense. The vocals in particular are downright frightening at times. I would have liked a bit more of a focus on rhythm but this is definitely some interesting, unique, music.
Very entertaining and personal psychedelia that grows with every listening session. It reminds me a bit of Daevid Allen, Demetrio Stratos's experimental stuff, or perhaps even Syd Barrett. Highly recommended.
Lanky Caravan

En definitiva, un verdadero trabajo alucinado de Walter Franco.





Comentarios

Publicar un comentario









Ideario del arte y política cabezona

Ideario del arte y política cabezona

Autonautas de la Cosmoogpista...


Este espacio fue gestado con la intención de compartir sonidos, melodías que nos conmueven día a día, que nos reciben al abrir los ojos, quizás para muchos el primer contacto con la realidad, antes que un mate o un desayuno como la gente. Estos sonidos nos causan extremo placer y por eso queremos convidarles un poquito, para juntos escapar a la dominación del hemisferio izquierdo.
Pasen, vean, lleven lo que gusten. Pero si tienen la posibilidad de hacerse con el material tangible, no lo duden, es la forma que tenemos de colaborar con los artistas para que sigan creando.
Sí alguna persona o ente se siente ofendido por encontrar material en este sitio le rogamos nos lo haga saber, todavía creemos en las palabras.
Si por alguna razón no pueden leer estas lineas, usted ya no es, usted ya no existe, usted tiene un moog en la cabeza.


Aclaración...

Este espacio se reserva el derecho de publicar sobre cualquier tema que parezca interesante a su staff, no solamente referidos a la cuestión musical sino también a lo político y social.
Si no estás de acuerdo con lo expresado podrás dejar tu comentario siempre que no sea ofensivo, discriminador o violento...

Y no te confundas, no nos interesa la piratería, lo nuestro es simplemente desobediencia civil y resistencia cultural a favor del libre acceso al conocimiento (nuestra música es, entre otras tantas cosas, conocimiento).

Información y estadísticas









Lo más visto de la semana pasada

Peter Gabriel - Flotsam And Jetsam (2019)

Cerramos la semana a lo grande. Hoy el Mago Alberto nos trae otra primicia, y de nada más y nada menos que de Peter Gabriel, un artista que aparece una y otra vez por los pasillos del blog cabezón, y no es para menos. Aquí, con una recopilación de rarezas que abarca desde el año 1976 hasta el 2016, en una recopilación que forma un lanzamiento triple, que salió a la luz la semana pasada. Casi tres horas de música a la que el Mago le agregó otras sorpresitas que tendrías que acercarte a chusmear... Esta inmensa recopilación se titula "Flotsam And Jetsam", título que corresponde un track de su segundo álbum solista, y es otra de las grandes ediciones de este 2019 que, al menos en lo musical, no tenemos de qué quejarnos (por supuesto, solo en lo musical, de otros temas mejor ni hablar). Para que disfruten el fin de semana a lo grande, una sorpresota de aquellas...

Artista: Peter Gabriel
Álbum: Flotsam And Jetsam
Año: 2019
Género: Crossover prog
Nacionalidad: Inglaterra



Texto introduc…

Tool - Fear Inoculum (2019)

Biblioteca sonora. Sorpresa. Mago Alberto. Recién salido. Incógnita. Publicado. Sin escuchar aún. Sin comentarios. Sin reviews. Nuevo Tool. Fear Inoculum. Nuevo logo. Material clasificado. Patada en el culo. Ropas desgarradas. Nuevo sonido. Fans enojados. Mentes abiertas. Estado de atención. Nueva oportunidad. Nueva actitud. Alteración. Sorpresa sin sorpresas. Sorpresa multiplicada. Edición Deluxe. Tres temas extra. Cero opinión. Disrrupción. Intriga. ¿Ocaso?. ¿Renacimiento?. Alternativa. Desafío. Oprobio y quizás nueva gloria. Quizás. Todo ello igual a lo nuevo de Tool.

Artista: Tool
Álbum: Fear Inoculum
Año: 2019
Género: Heavy prog
Nacionalidad: EEUU


Siguen siendo grandiosos, únicos y especiales. Para mí valió la pena esperar 13 años para que aparecieran estos nuevos 80 minutos de verdadera música, cargada de la madurez, virtuosismo y calidad que caracterizan a TOOL, que a mi común, humilde y ordinario criterio, produjeron un trabajo musical PERFECTO Y A LA ALTURA. Totalmente satisfecho …

La Cría - Taiga (2011)

¡Que hermoso disco este, nunca me canso de escucharlo!, y es todo un exclusivo en el blog cabezón, algo que salió únicamente aquí, de una joven banda de Bahía Blanca, un hermoso disco desconocido (literalmente, no ha sido publicado en ningún otro lado), muy fino, justo, con muy buenos arreglos, muy buenos climas, fuerza, derrochando buen gusto, y un ingenioso interés en establecer un paralelismo musical entre las estepas rusas y las patagónicas. Con ustedes, desde Bahía Blanca (Argentina) tierra de muy buenas bandas progresivas, les dejo el discazo de La Cría, cuatro amigos que tocan juntos desde muy chicos y hoy en día están grabando su segundo disco que esperamos con ansias. No se lo pierdan, otra gran joya perdida en las tierras sudamericanas, y en exclusiva para el blog cabezón!.

Artista: La Cría
Álbum: Taiga
Año:
Género: Rock progresivo instrumental
Duración:
Nacionalidad: Argentina

¡Discazo! Presentamos el primer álbum de esta banda oriunda de Bahía Blanca, Argentina, grabado gracias…

Focus - Focus And Friends: Focus 8.5 / Beyond The Horizon (2016)

¡Sorpresa! El Mago Alberto nos presenta un registro de los eternos Focus en Brasil (donde tienen muchísimos seguidores incondicionales) en el marco de su gira por Sudamérica en el año 2005. Y verdaderamente esta es una grabación especial, ya que se lo ve a Focus "latinoamericanizado", junto a muchísimos músicos brazucas, con sonidos que recuerdan varias veces a Hermeto Pascoal o Hugo Fattoruso, incluso cantando en español, con tremendas secciones instrumentales, un despliegue bastante más jazzero de lo común. Recuperando su calidad de banda de culto y haciendo justicia a su historia, Focus se muestra como lo que es, una descomunal banda que puede dar mucho más de lo que se ha conocido y difundido. Sorprendente disco que les dedico a las adoradoras de Hermeto; Anita "Serafina" Laura y Euge "JaJa", y a todos los cabezones que aman a Focus y saben apreciar la mejor música latinoamericana. Toda una sorpresota realmente genial!

Artista: Focus
Álbum: Focus And Fr…

1959. El Año Que Transformó El Jazz

Hay momentos en la historia de un género musical que constituyen hitos históricos. En el caso del jazz, fue el año 1959. Se suele decir que ese año anticipa los ’60, en la música popular occidental. 1959 fue el año sísmico en que el jazz se separó de la compleja música bebop a nuevas formas, permitiendo a los solistas una libertad sin precedentes para explorar y expresarse. El género cambió para siempre con cinco genios que registraron sus discos más memorables ese año: Miles Davis, John Coltrane, Ornette Coleman, Dave Brubeck y Charles Mingus dejaron su huella en la historia musical.

Hay años que con el transcurso del tiempo se convierten en hitos. Tal como 1977 marca a fuego la historia del punk, 1959 es  el año en que se publicaron cuatro discos que cambiaron el rumbo del jazz, permitiendo la apertura para nuevas formas de expresividad. Tal como el mundo estaba cambiando, la percepción de la música también. Músicos que pasaron a la historia al crear cuatro piezas que revolucionaro…

Tragedia Familiar y la Familiaridad de la Tragedia

Revisando viejos números de la revista Pinap, encontré esta letra de Luis Alberto Spinetta que presumo inédita y transcribo a continuación. Aparece en una sección denominada simplemente Letras de canciones, en el número 24 de la revista, de Marzo/ Abril de 1970. Corresponde al período de hiperactividad del flaco Spinetta, con jovencísimos 19 años. En el mismo número hay una extensa nota sobre la ópera de Almendra que nunca fue y se reproducen las letras de un par de temas -“El mago de agua” y “Caminata”- que el flaco sí solía hacer en sus recitales de la década del ´70. La tapa titula de manera premonitoria: Ópera: el aquelarre de Almendra. Luis Alberto le cuenta a Miguel Grinberg en Cómo vino la mano que por aquella época estaba destruido, separándose de su pareja y en plena crisis, la que conduciría a la disolución de Almendra después del álbum doble.

No sabíamos de la trascendencia que tenía aquella música en nuestras vidas y en la historia de la cultura Argentina, nos hablaban a…

Asamblea de Músicos: Se Va La Segunda...

AMIBA, la agrupación de músicos/as de CABA y Gran Buenos Aires, es una realidad. Lo era antes de la primer reunión pública en el Centro Cultural de la Cooperación (CCC) en junio de este año, pero, ahora, en vísperas de la segunda Asamblea, van tomando forma ciertos proyectos que parecían utópicos. Y otros ya se encuentran encaminados y verán la luz este sábado 21 de septiembre en el CCC -Avenida Corrientes 1543- a las 11.30hs. En la primera Asamblea, se estableció que había que trabajar sobre cuatro ejes fundamentales para el arranque: distribución de los discos, difusión, música en vivo y la creación de una plataforma on line.

En unos días, la Agrupación AMIBA (por ahora, el nombre elegido, a la espera de la venia legal) presentará un mapa de medios con algo más de 50 programas de radio, de todo el país, dispuestos a recibir material de los grupos y proyectos que integran la Agrupación para su difusión, estableciendo una red solidaria tan necesaria como para empezar a ha…

Eduardo Mateo: Qué Macana

Dada la extraordinaria calidad de la obra musical de Eduardo Mateo, puede decirse que casi 30 años después de su muerte persiste una injusta falta de reconocimiento. La onda expansiva de su obra no cesó nunca de extenderse, siempre demasiado lentamente. A medida que pasan los años cada vez es más sólido el prestigio del que goza entre una minoría intensa de discípulos directos e indirectos y nacen nuevas generaciones de admiradores. Pero hay algo en la propia música de Mateo que parece resistirse a la consagración masiva. ¿Alguna vez dejará de ser el gran desconocido popular?. Copio una nota aparecida en La Otra sobre este controvertido artista uruguayo.

Músicos talentosos, influyentes, que sí gozaron de un reconocimiento en la contemporaneidad que los recibió, como Hugo Fattorusso, Litto Nebbia, Rubén Rada, Fernando Cabrera, Juana Molina o Jaime Ross, no dudan de que el arte de Mateo es una flor que brotó sin que fuera esperada un día antes de aparecer y abrió posibilidades que …

Qué Solo Y Triste Voy A Estar...

“Pescado Rabioso fue el primer eructo después de que uno se toma un Uvasal tras haber comido y bebido a mansalva. La primera huella de la lucha del anticuerpo contra la infección. Como el primer síntoma de tratar de rebobinar un proceso autodestructivo, frenarlo...”, le comentaba Luis Alberto Spinetta al periodista Miguel Grinberg una noche tormentosa de comienzos de 1977. Se refería a esos tiempos azorados y perplejos, de crisis y paranoias, posteriores a la disolución de Almendra: una relación que no prospera (y que saldaría en “Blues de Cris”), el reviente en compañía de la pesada del rock’n’roll (“si no tocás blues sos un paquete”), la admiración por Pappo, a quien le regala su guitarra de 750 dólares que el Carpo vende a los pocos días, el viaje curativo a Europa. Era la fragilidad de la juventud, el fin de la infancia de una personalidad creativa que redundaría en algunos discos sin parangón en la historia del rock argentino.

Por Norberto
Desatormentándonos (1972) constituyó un i…

Alas - Pinta Tu Aldea (1977)

"... lo nuestro ni Genesis ni Emerson podrían tocarlo, aunque tengan todos los elementos técnicos. No podrían porque no lo conocen, no han mamado este sonido de Buenos Aires" decía Pedro Aznar sobre Alas. Y continúo republicando material ya publicado oportunamente, ahora con el grandísimo grupo de Moretti, Aznar y Riganti en el segundo disco de Alas, con Binelli y Marconi en bandoneones, todo un lujo del rock sinfónico/tango/jazz de una de las mejores bandas latinoamericanas de todos los tiempos (bueno, al menos en mi humilde opinión)... Además, algunos recuerdos con referidos la maestro Astor, su alado padrino espiritual. Gracias a Desjer, volvemos a presentar a Alas en el blog cabezón!

Artista: Alas
Álbum: Pinta tu aldea
Año: 1977/1983
Género: Jazz-Rock / Tango Fusión
Duración: 58:53
Nacionalidad: Argentina

Sin duda Alas el mejor grupo de rock progresivo de la Argentina y probablemente de América, muy por encima de Kansas, Decibel, Témpano, Jaivas, Frágil, Bacamarte y otro…

Unordered List

"La desobediencia civil es el derecho imprescriptible de todo ciudadano. No puede renunciar a ella sin dejar de ser un hombre".

Gandhi, Tous les hommes sont frères, Gallimard, 1969, p. 235.

Entradas populares de este blog

Denuncia en Primera Persona. El Desprecio a la Discapacidad

Quizás el rostro más duro y paradigmático de la política se pueda captar con precisión con las personas más vulnerables de la sociedad y el respeto que reciben por parte del poder político. Y esto va mucho más allá de las ideologías: es simple humanidad, o anti-humanidad. Aquí nos deja su mensaje, reclamo y denuncia nuestra amiga cabezona Natalia, quien partiendo de su historia personal, toca la problemática de la precarización laboral existente en el Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires en general, y repasando las actuales dificultades para la obtención del Certificado Único de Discapacidad, enfatizando la necesidad del pase a planta permanente de las y los integrantes del colectivo que actualmente se encuentran precarizados. Los datos demuestran que la crisis afecta de manera más significativa a las personas que pertenecen a colectivos que ya venían sufriendo discriminación. Por eso la crisis también ha empeorado las condiciones laborales y sociales de las personas con discapacidad…

Esbjorn Svensson Trio - Live In Hamburg (2007)

Artista: Esbjorn Svensson Trio Álbum: Live In Hamburg
Año:2007
Género: Jazz
Duración: 1:58
Nacionalidad: Suecia
Lista de Temas:
1. "Tuesday Wonderland"
2. "The Rube Thing"
3. "Where We Used To Live", 
4. "Eighthundred Streets By Feet"
5. "Definition Of A Dog"
6. "The Goldhearted Miner"
7. "Dolores In A Shoestand"
8. "Sipping On The Solid Ground"
9. "Goldwrap"
10."Behind The Yashmak"
Alineación:
Esbjörn Svensson / Piano
Dan Berglund / Contrabajo
Magnus Öström / Batería
Lino, nuestro cabezón venezolano, se pega una vuelta por el blog y resube este buen disco de jazz contemporáneo. Si te gusta el jazz, no dudes de escuchar este trabajo. Gracias Lino!

Las 100 Mejores Canciones del Prog

Aquí, las 100 mejores canciones de rock progresivo de todos los tiempos, según la revista "Prog". Y aunque habitualmente no le damos bola a la lista de mejores discos o canciones de rock progresivo de la historia ofrecida por algunos portales, webs y demás publicaciones, quizás está bueno darle importancia a la lista que ofrece ahora la revista "Prog" (esa misma que da los premios que mencionamos el otro día) ya que es armada según la opinión de gran parte de su público. En concreto, la revista "Prog" ofrece un total de 100 canciones y la lista la ha elaborado a partir de una encuesta muy trabajada donde han participado tanto lectores como expertoso, artistas y autores de música consultados por la publicación. Una recopilación de lo más compleja que creo merece la pena.

Aquí está la lista de las mejores canciones de rock progresivo del puesto 100 al 1:

100) Inca Roads - Frank Zappa & The Mothers Of Invention
99) The Life Auction - Strawbs
98) In The Ca…

Tool - Fear Inoculum (2019)

Biblioteca sonora. Sorpresa. Mago Alberto. Recién salido. Incógnita. Publicado. Sin escuchar aún. Sin comentarios. Sin reviews. Nuevo Tool. Fear Inoculum. Nuevo logo. Material clasificado. Patada en el culo. Ropas desgarradas. Nuevo sonido. Fans enojados. Mentes abiertas. Estado de atención. Nueva oportunidad. Nueva actitud. Alteración. Sorpresa sin sorpresas. Sorpresa multiplicada. Edición Deluxe. Tres temas extra. Cero opinión. Disrrupción. Intriga. ¿Ocaso?. ¿Renacimiento?. Alternativa. Desafío. Oprobio y quizás nueva gloria. Quizás. Todo ello igual a lo nuevo de Tool.

Artista: Tool
Álbum: Fear Inoculum
Año: 2019
Género: Heavy prog
Nacionalidad: EEUU


Siguen siendo grandiosos, únicos y especiales. Para mí valió la pena esperar 13 años para que aparecieran estos nuevos 80 minutos de verdadera música, cargada de la madurez, virtuosismo y calidad que caracterizan a TOOL, que a mi común, humilde y ordinario criterio, produjeron un trabajo musical PERFECTO Y A LA ALTURA. Totalmente satisfecho …

La Barranca - Eclipse de memoria (2013)

Artista: La Barranca
Álbum: Eclipse de memoria
Año: 2013
Género: Rock poético mexicano
Duración: 45:04
Nacionalidad: México

Lista de Temas:
01. El alma nunca deja de sentir
02. Ante la ley
03. Garzas
04. Flores de invierno
05. En cada movimiento
06. La tercera joya desde el sol
07. El futuro más distante
08. Campos de batalla
09. Sequía
10. Siempre joven
11. El tiempo es olvido


Alineación:
- Federico Fong / bajo, piano, percusión.
- José Manuel Aguilera / voz, guitarras, órgano, charango.
- Adolfo Romero / guitarras.
- Navi Naas / batería.
Invitados;
Enrique Castro / marimba, percusión, piano, kalimba.
Alfonso André / batería.
Cecilia Toussaint / coros.
Yamil Rezc / percusión, juno, batería.
Agustín Bernal / contrabajo.
Darío González / rhodes, mellotron, hammond.
Daniel Zlotnik / sax soprano, sax tenor, flauta, hulusi.
Erick Rodríguez / trombón.
César Barreiro / trompeta.
Magali / piano.
Mónica del Águila Cortés / cello.
Arturo González Viveros / violín.
Erika Ramírez Sánchez / viola.

Y ya p…

Egberto Gismonti & Naná Vasconcelos - Duas Vozes (1985)

Artista: Egberto Gismonti & Naná Vasconcelos Álbum: Duas Vozes
Año: 1985
Género: Jazz Fusión / Latin Jazz
Nacionalidad: Brasil

Lista de Temas:
1. Aquarela do Brasil
2. Rio de Janeiro
3. Tomarapeba
4. Dancando
5. Fogueira
6. Bianca
7. Don Quixote
8. O Dia, À Noite

Alineación:
- Egberto Gismonti / guitar, piano, dilruba, wood flutes, voice
- Naná Vasconcelos / percussion, berimbau, voice



Robert Dimery, Editor - 1001 Albums You Must Hear Before You Die (2006)

Libro de referencia de la música pop aparecida entre 1955 y 2005, abarcando los géneros desde el rock, blues, folk, jazz, pop, electrónica y world music. Las reseñas fueron realizadas por un equipo de unos 90 críticos de distintas latitudes y gustos. El trabajo se basa en discos originales, quedando así por fuera las recopilaciones de varios artistas, quedando excluido así, el mítico álbum de Woodstock. Sin embargo el panorama es muy amplio y uno siempre encontrará artistas que no ha oído.

Editor: Robert Dimery Prefacio: Michael Lydon
Primera Edición: 2005
Cubierta:Jon Wainwright
Género: Catálogo
Páginas: 960
Nacionalidad: EEUU Editorial:Universe Publishing
Reediciones:2008, 2011, 2013 Otros Idiomas: español, portugués, noruego, finés, sueco, y otros.



Presentación del Editor de libros de Amazon.com 

The ultimate compendium of a half century of the best music, now revised and updated.1001 Albums You Must Hear Before You Die is a highly readable list of the best, the most important, and the most in…

La Barranca - Denzura (2002)

Artista: La Barranca
Álbum: Denzura
Año: 2002
Género: Rock alternativo
Nacionalidad: México

Lista de Temas:
01. fascinacion
02. animal en extincion
03. hasta el fin del mundo
04. donde la demasiada luz forma paredes con el polvo
05. la vision
06. no mentalices
07. denzura
08. montana
09. la rosa
10. madreselva
11. minotauro
12. kalenda maya

bonus ep: cielo protector
13. cielo protector
14. rendicion
15. tsunami
16. el agua que cae
17. cielo protector (demo)


Alineación:
- José Manuel Aguilera / guitarra, voz, órgano
- Alejandro Otáloa / guitarra, piano, teclados
- José María Arréola / batería
- Alonso Arréola / bajo, guitarra acústica
Músicos Invitados:
Federico Fong - piano eléctrico (6)
Cecilia Toussaint - voces femenina (2,10)
Marco Antonio Campos - percusiones (2, 4, 9, 10)
Joe D'Etiene - trompeta (8 )
Cherokee Randalph - viola (3, 6, 7)
Mónica del Aguila - chelo (3, 7, 6)
José del Aguila - violín (3, 6, 7)
Arturo González - violín (3, 6, 7)
Eduardo del Aguila - platillo tibetano (1)

Manantial - Manantial (1977)

Nuestro amigo Julio Moya sigue con su tarea de palentólogo del rock latinoamericano y ahora nos presenta la historia de Manantial, algo así como los Arco Iris de Bolivia (incluso en su historia hay puntos de contacto con la banda de Santaolalla). Manantial fue una de las bandas mas representativas del rock boliviano producido en la decada setentera, con una clara influencia inclinada al rock progresivo y experimental, creando una verdadera joya perdida del rock boliviano (no van a encontrar referencia alguna por ningún lado de esto, salvo lo escrito por el cabezón Julio) que ahora presentamos en el blog cabezón gracias al trabajo investigativo de Julio Moya.

Artista: Manantial
Álbum: Manantial
Año: 1977
Género: Rock progresivo / Rock psicodélico
Nacionalidad: Bolivia


Este tiempo Julio estuvo viajando de lado a lado, ahora se encuentra en Bolivia consiguiendo material para "Años Luz", y nos deja la reseña de este disco, una nueva banda que damos a conocer en el blog cabezón, una …

Argentina Kamikaze

La Fiesta Amarilla (a la que no estás invitado, dicho sea de paso) sigue su curso y no va a parar hasta el iceberg. Después de los tristes anuncios desmentidos sobre los horizontes inflacionarios de 2018 llegan las primeras atenciones del gobierno PRO para con sus gobernados y a partir del 1 de febrero (2018) rigen los primeros aumentos del año: boletos de colectivos, boletos de trenes, facturas de luz, facturas de gas, medicina prepaga y peajes. Aumenta todo menos tus ingresos.

Hoy entran en vigencia los tarifazos del transporte (colectivo 32% y tren 35%), luz (24%) y prepagas (4%). Decisiones que afectan a la mayoría de los argentinos de un gobierno de empresarios en un año no electoral. Casualmente.
La catarata de aumentos tiene impacto no sólo en los bolsillos sino también en los índices de inflación, lo cual complica de entrada el cumplimiento de la meta de inflación anual que puso del Banco Central, del 15%. Según las estimaciones de las consultoras, el avance de los precios pod…