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Os Mutantes - Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)

Y vamos con más rock brasilero y con otro discazo de una banda que por alguna extraña razón estuvo dejada de lado en este querido blog cabezón. "Tudo foi Feito pelo Sol" es el sexto álbum de lOs Mutantes. En este disco, el único miembro original de la primera formación es el guitarrista Sérgio Dias. Incluso sin los miembros originales más reconocidos (Rita Lee y Arnaldo Batista) el tour de presentación de este álbum fue el más largo de su carrera, con más conciertos y el que tuvo mayor éxito en las ventas. Definitivamente insertos dentro del rock progresivo, con desarrollos largos y elaborados, pero sin embargo tiene muchas diferencias con "A e o Z", ya el primer Yes y la pomposidad de ELP no son las influencias centrales (debido, seguramente, a que en sus filas ya no estaba Arnaldo Batista, aunque fue reemplazado por un genial Túlio Mourão, que casi era un niño pero deslumbró con su desempeño en este trabajo), sino que se notan más influencias de Pink Floyd, The Beatles y bastante del progresivo italiano.

Artista: Os Mutantes
Álbum: Tudo Foi Feito Pelo Sol
Año: 1974
Género: Rock prog psidodélico
Duración: 59:02
Referencia: Discogs

Nacionalidad: Brasil



Gracias a una búsqueda de nuevos sonidos aquí no sólo desarrollaron el costado progresivo, sino que además le imprimieron su veta brasilera y netamente sudamericana, esa mezcla de rock + psicodelia + sinfónico + tropicalia definen todo el calor brasilero expresado en la música, sumado a la calidad de sus canciones y los excelentes músicos con que contaba la banda, hace de este trabajo un gran álbum, quizás muchos se deleiten con él y se pregunten porqué no conocieron antes de la existencia de Os Mutantes... Y es que es otra de las tantas joyas perdidas (o casi) del progresivo sudaca.
Os Mutantes es una banda oriunda de Sao Paulo, Brasil, y que a pesar de no llegar a ser tan popularmente reconocida fuera de su país, logró dejar su legado a través de su influencia musical. Un claro ejemplo de esta influencia es a través del mismísimo Kurt Cobain, quien manifestara en el año 1993 su afición y cierto "agradecimiento" por este trío conformado por Rita Lee (voces), Sérgio Dias (guitarra y voz) y Arnaldo Baptista (bajo, teclados y voces).
El disco que presentamos corresponde al último trabajo de estudio que desarrollara la banda antes de desaparecer en el año 78. No es el más reconocido, pero para mi gusto es uno de los más equilibrados que lanzaran, dado que su propuesta es una psicodelia mucho mejor elaborada y madura que discos anteriores como "Jardim Elétrico". Como sea, es un disco muy poderoso y recomendable.
Discos Inmortales


He aquí el comentario de un amigo, y luego empezá a escucharlo en el video:
Sexto disco de Os Mutantes y, si mal no recuerdo, su primero de estudio tras la idea de Rita Lee, momento en el cual la banda pasó a un plano más progresivo que el del rock psicodélico por el cuál se hicieron conocidos. En realidad, O 'A' E O 'Z' hubiera sido su primero, pero el lanzamiento de éste se pospuso hasta 1992. En esta placa vemos a la agrupación brasilera incursionando en un rock sinfónico con abundantes melodías vocales y suficientes momentos de rock espacial como para no dejar de lado sus raíces.
Rafa - He Miss Road



Una de las curiosidades de este álbum es que fue grabado en una sola toma. Los músicos estaban grabando la primera canción, "Pitágoras", cuando Tulio Mourao luz verde para que los miembros de seguir las grabaciones. Así fueron todas las canciones del disco se realiza sin interrupción o ruptura de cualquier tipo. Un trabajo que combina de manera brillante y anárquica la música popular brasileña, la psicodelia, algo de música concreta y mucho rock progresivo, todo unido por un hilo de humor irreverente para adentrarse de lleno a un tipo de proegresivo que sin desligarse de los clásicos dinosaurios, muestra una cara propia y indudablemente latinoamericana, sin embargo tengo entendido que las críticas no fueron buenas para este disco, impulsado por la política de la ignorancia (por ser finos) de la dictadura militar y su obsesión por la "identidad nacional", que se empeñaron en enterrar esta reliquia enterrado en el fondo del mar, aún siendo un equivalente del mejor exponente del rock internacional de ese momento y al mismo tiempo tremendamente identitario y brasilero.

¿Más comentarios?...vamos a ellos.
Primeiro álbum do grupo sem o tresloucado Arnaldo Baptista - Rita Lee já havia se mandado - e também o penúltimo da banda, com sua formação totalmente mudada. Lançado em outubro de 1974, “Tudo Foi Feito Pelo Sol” é mesmo um disco poderoso.
Além de ter garantido a sobrevivência dos Mutantes, também foi o disco deles que mais vendeu, superando 30 mil cópias - mais que o dobro de cada um dos anteriores. Sem dúvida, um clássico memorável do Rock nacional, e porque não... mundial!?
Sim, pois um fato pouco divulgado é que o prestigio internacional dos Mutantes, manteve-se nos anos 80 graças a “Tudo foi feito...”, cultuado e disputado a peso de ouro por colecionadores europeus e eleito como melhor disco do progressivo brasileiro.
Elaborado por Sergio Dias e sua trupe, formada por Ruy Motta (Batera), Antonio Pedro (Baixo), Tulio Mourão (Teclados) e assessorados por ninguém menos que o mago Liminha, o CD já havia saído em 1994, só com as músicas do LP. Agora chega em formato Digipack, remasterizado, incluindo 3 faixas bônus de um compacto lançado em 1975, com as inéditas “Cavaleiros Negros”, “Tudo Bem” e “Balada do Amor”, músicas que mantém o mesmo espírito do LP e se encaixam como luva, completando o álbum.
Muito se comenta dos discos que Rita, Sergio e Arnaldo criaram juntos, nos quais, com méritos, chutaram a “bundice” da época e iniciaram os anos de ouro para o Rock Brasil. Fico mais feliz ainda por Sergio ter continuado a saga que começou com o extraordinário OAEOZ, material que já aportava nas águas do progressivo e por um bom tempo ficou arquivado, esquecido e “quase perdido”. Ainda bem que foi achado e lançado posteriormente.
Naquela metade dos anos 70, existiam ótimas bandas aqui pelos trópicos, grupos como O Terço, Som Imaginário, Casa Das Máquinas, Bixo Da Seda, Som nosso de cada dia etc... Eles arrasavam tanto em disco como em shows, muitos deles antológicos, no eixo Rio-São Paulo e Brasil afora. Um dos mais marcantes, pra mim, foi o show de lançamento do “T.F.F.P.S.” no C.A. Juventus na Mooca.
Ao chegar com minha galera, sentimos um astral altamente Zen, um clima místico que envolvia fortemente a todos que, sentados ou deitados no chão, aguardavam o início do show numa atmosfera absolutamente “Woodstock”. Fomos entrando e sendo absorvidos por aquele transe espiritual que dominava o ambiente. Quando anunciaram o show, fez-se um silêncio absoluto enquanto uma nuvem de gelo seco começou a escorrer entre a galera, criando um efeito visual de luzes e cores lisérgicas, hipnóticas, enquanto a banda produzia uma cama sonora perfeita para chapar ainda mais os “malucos” que, a essa altura, já transitavam em alfa!
O mais louco, é que ninguém se levantou, ninguém fez aquela algazarra toda de início de show, porque nada poderia alterar aquela magia que emanava sobre o lugar. Momento inesquecível!
Sergio Dias ainda insistiu por um bom tempo com os Mutantes, tanto que, entre os dias 3 e 9 de Agosto de 76, agendou uma temporada, na sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, para um projeto extremamente audacioso para os moldes da época: gravar um álbum duplo só de músicas inéditas com performance ao vivo e participação efetiva do público.
Para desgosto de todos, a Som Livre (gravadora) não abraçou a idéia, alegando que o custo de fábrica seria alto demais, o preço de um álbum duplo não daria retorno em vendas - blá, blá, blá - e exigindo que diminuíssem para um LP simples. Mas “Serginho” (como é chamado nos bastidores) ficou tão furioso com tal idiotice que pediu a rescisão do contrato na hora e, desiludido, abandonou a idéia de continuar com a banda, partindo para a carreira solo posteriormente.
Como ainda faltava um disco para cumprir as cláusulas, coube ao engenheiro de som e produtor, Penna Schmidt, a tarefa de montar o disco com aquele material. Resultado final: mutilaram o que poderia ser um dos acontecimentos mais importantes da história do Rock nacional.
Assim saiu o LP “Mutantes ao vivo” que todos conhecem, com a mixagem das músicas absurdamente toscas e mal montadas, deixando um enorme desejo de se ouvir o material todo, da maneira como deveria ser. Mais um desses abusos cometidos por certos “bundões” de gravadoras, que não se importam com a riqueza musical do nosso país, nem se atrevem a participar da história com grandeza.
Paralelamente neste período, a música mundial sofria uma forte transição sócio-cultural, com a onda da ‘Disco Music’ crescendo e assolando o planeta por um lado, enquanto do outro, encabeçados por Ramones e Sex Pistols, nascia o movimento Punk, reagindo e quebrando tudo, literalmente, numa atitude radical das mais viscerais já vistas.
Graças a Deus. Pois foi o que acabou salvando o R´n´Roll. Claro que isto também foi crucial para a comunidade “progressista”, pois muitos se desiludiram ou desistiram do estilo, se rendendo às novas tendências ou até mesmo desaparecendo do cenário.
Voltando ao clássico dos Mutantes, são 7 pérolas que compõem esta obra prima: “Deixe entrar um pouco d`água no quintal”, “Pitágoras” (instrumental), “Desanuviar”, “Eu Só Penso em Te Ajudar”, “Cidadão Da Terra”, “O Contrário de Nada é Nada” e a sublime faixa título “Tudo Foi Feito Pelo Sol”.
Algum iluminado da Som Livre teve a grata disposição de nos surpreender, incluindo as 3 músicas do compacto nesta reedição, senão continuaríamos órfãos de mais um pedaço desta tão brilhante fase dos Mutantes. Quem sabe este mesmo iluminado também tenha o discernimento de soltar em breve o “Ao Vivo”, completinho da silva, para nosso total deleite.
Territorio da musica


Para continuar con otra semana plagada de buenos trabajos brasileros, dejamos un disco con una riqueza sonora excepcional, a este disco en particular lo encuentro casi sin fallas de principio a fin y con un desarrollo musical increíble, todo un clásico del porgresivo brazuca. Imperdible.

Lo podés escuchar completito desde acá:
https://www.youtube.com/watch?v=KIOGQ_ymF8o


 
Lista de temas:
1. Deixe Entrar Um Pouco D'água No Quintal (Rui Motta – Liminha, Sergio Dias) - 5:03
2. Pitagoras (Túlio Mourão) - 6:54
3. Desanuviar (Liminha, Sergio Dias) - 8:10
4. Eu Só Penso Em Te Ajudar (Liminha, Sergio Dias) - 4:54
5. Cidadão Da Terra (Liminha, Sergio Dias) - 5:51
6. O Contrário De Nada É Nada (Túlio Mourão – Sergio Dias) - 2:55
7. Tudo Foi Feito Pelo Sol (Liminha, Sergio Dias - Sergio Dias) - 8:45
 
Line-up:
– A. Pedro De Medeiros / Bass, Vocals
– Rui Motta / Drums, Percussion, Vocals
– Sergio Dias / Guitar, Acoustic Guitar, Sitar, Wind, Lead Vocals
– Túlio Mourão / Piano, Organ, Synthesizer, Vocals


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